Resumo
O trial mais rigoroso para NMN (Yoshino et al., Science, 2021) demonstrou que 250mg/dia por 10 semanas aumentou sensibilidade insulínica muscular em ~25% em mulheres pós-menopausa com pré-diabetes. Melhora comparável a perda de 10% do peso corporal.
Dados
- Desenho: RCT, n=25, mulheres pós-menopausa com pré-diabetes e sobrepeso/obesidade
- Dose: NMN 250mg/dia por 10 semanas
- Resultado positivo: Sensibilidade insulínica muscular ↑25% (clamp hiperinsulinêmico-euglicêmico)
- NÃO demonstrou melhora em: glicemia de jejum, pressão arterial, perfil lipídico, sensibilidade hepática à insulina, gordura hepática, marcadores inflamatórios
Contexto
- Meta-análise de 2024 (12 estudos, n=513): NMN NÃO beneficia glicemia, insulina, HbA1c, HOMA-IR ou lipídios em curto prazo
- 7/12 estudos com alguma preocupação de viés; 5 com alto risco de viés
- NMN elevou NAD+ sanguíneo de forma dose-dependente (até ~6x com 900mg)
Translação
Nenhum item de translação identificado.
Questões abertas
- Resultado replica em homens? Em não-pré-diabéticos?
- 250mg é dose suficiente ou doses maiores dariam benefício em mais endpoints?
- NMN vs NR vs ácido nicotínico: head-to-head nunca testado
Notas Relacionadas
- Paradoxo do NAD+: elevar não basta para rejuvenescer
- Disfunção mitocondrial pode preceder e causar resistência insulínica