Resumo
O trial de Washington University (Yoshino 2021) é o melhor estudo de NMN. RCT duplo-cego em 25 mulheres pós-menopausa com pré-diabetes: NMN 250mg/dia por 10 semanas aumentou sensibilidade insulínica muscular em ~25% (clamp hiperinsulinêmico-euglicêmico). Melhora comparável a perder 10% do peso corporal. Porém: sem efeito em glicemia, perfil lipídico, gordura hepática ou marcadores inflamatórios. Efeito tecido-específico (músculo sim, fígado não).
Evidência
- Yoshino 2021 (RCT, n=25, duplo-cego, placebo-controlado)
- +25% sensibilidade insulínica muscular
- Upregulation de genes de remodelamento muscular
- Aumento de fosforilação AKT e mTOR no músculo
- ZERO efeito em: glicemia jejum, PA, lipídios, gordura hepática, inflamação
Translação
Nenhum item de translação identificado.
Controvérsias
- O transportador Slc12a8 (Imai 2019) para entrada direta de NMN em células foi contestado (Schmidt 2019)
- Descobertas recentes: NMN oral é degradado a NAM pela microbiota → NA → NAD+ via Preiss-Handler. O “atalho” NMN→NAD+ pode ser ilusório
- Sinclair renunciou à presidência da Academy for Health and Lifespan Research em 2024 após críticas
- NMN banido pela FDA em 2022, reinstaurado em 2025
Questões abertas
- Por que efeito em músculo mas não em fígado?
- A microbiota determina eficácia individual de NMN (como com urolitina)?
Notas Relacionadas
- dia melhora sensibilidade insulínica muscular em 25% em pré-diabéticas
- CD38: a enzima que consome NAD+ aumenta com idade e inflamação. Inibir pode ser mais eficaz que suplementar