Resumo
Apenas 1% do Mg corporal está no plasma. Os outros 99% estão em osso (60%), músculo (27%) e outros tecidos (12%). O organismo mantém magnesemia estável à custa de estoques teciduais. Mg sérico só cai quando déficit já é grave e estoques tamponantes se esgotam.
DiNicolantonio et al. (Open Heart, 2018): “déficit subclínico de magnésio” afeta até 45% dos americanos (ingestão abaixo do EAR), mas hipomagnesemia sérica documentada é apenas 10-15%.
Analogia
Diagnosticar déficit de magnésio pelo Mg sérico é como diagnosticar deficiência de ferro pela ferritina apenas quando a hemoglobina cai. Metodologicamente tardio e clinicamente impreciso.
Marcadores alternativos
- Mg eritrocitário (RBC-Mg): mais sensível, reflete Mg intracelular
- Mg ionizado (Mg²⁺ livre): mais específico, difícil mensuração rotineira
- Nenhum padronizado internacionalmente
Translação
Nenhum item de translação identificado.
Notas Relacionadas
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