Resumo
AMPK e mTOR são reciprocamente inibitórios. Quando AMPK ativa (baixa energia), mTOR é suprimido → autofagia, mitofagia. Quando nutrientes abundam, mTOR ativa, AMPK decai → síntese proteica, crescimento. Essa reciprocidade é a base de todos os protocolos de restrição/realimentação.
Mecanismo
AMPK (sensor de estresse energético):
- Ativada quando razão AMP:ATP aumenta
- Fosforila ULK1 (Ser555) → autofagia
- Ativa TSC2 → inibe mTORC1
- Fosforila ACC → inibe lipogênese
- Ativa PGC-1alpha → biogênese mitocondrial
mTORC1 (sensor anabólico):
- Ativado por aminoácidos (leucina), IGF-1, insulina, energia
- Promove síntese proteica (via S6K1, 4E-BP1)
- Inibe autofagia (via ULK1 Ser757)
- Suprime TFEB (transcrição lisossomal)
Paradoxo da biogênese: Requer AMBAS as fases. AMPK ativa PGC-1alpha e elimina mitocôndrias velhas. mTOR fornece maquinaria de tradução para construir as novas. Biogênese se INICIA na fase AMPK e se COMPLETA na fase mTOR.
Limitações
Nenhuma limitação específica identificada — mecanismo bem estabelecido em bioquímica.
Translação
Nenhum item de translação identificado.
Questões abertas
- Existe ponto ótimo de tempo em cada fase para maximizar biogênese?
- Compostos que ativam AMPK durante fase mTOR (ou vice-versa) podem ser contraproducentes?
Notas Relacionadas
- FMD e onda bifásica: limpeza (AMPK) seguida de construção (mTOR) para biogênese mitocondrial
- Exercício aumenta iNAMPT e biogênese mitocondrial via PGC-1alpha
- Envelhecimento como quasi-program: continuação de programas de desenvolvimento não desligados