Evidência
Campo maduro com >49 estudos e múltiplas revisões sistemáticas. A termografia de pés detecta estados pré-ulcerativos em diabéticos e DAP (doença arterial periférica) com acurácia comparável a Doppler.
Translação
Nenhum item de translação identificado.
Dados quantitativos
- DAP: sensibilidade 97.62%, especificidade 91.67% (vs Doppler colorido) — câmera portátil
- Pé diabético: threshold >2.2°C entre pés contralaterais = risco de ulceração
- Neuropatia: >2°C bilateral = indicativo
- Machine learning: >90% acurácia para estratificação de risco
- IA multicêntrica (2025): termografia + IA para estratificação de risco de pé diabético
Gradiente centro-periferia
O gradiente de temperatura proximal (quente) → distal (frio) tem valor diagnóstico para perfusão. Áreas frias nas extremidades correlacionam com microvasculatura comprometida e disfunção endotelial.
Relevância clínica
Triagem de neuropatia de fibras finas antes de estudos de condução nervosa. Monitoramento de perfusão em diabéticos sem equipamento vascular. Pré/pós intervenção (exercício, vasodilatadores).
Limitação importante
Threshold 2.2°C é probabilístico, não absoluto (Liew 2024): nem toda assimetria >2.2°C resulta em úlcera. Necessário combinar com avaliação clínica.
Notas Relacionadas
- Termografia infravermelha como biomarcador de funcao autonomica e campos interferentes
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- RDW: o índice mais subestimado do hemograma como preditor de mortalidade