Mecanismo
O cold pressor test (CPT) com termografia dinâmica (DIRT) mede a capacidade vasorreativa do paciente. Após imersão das mãos em água a 20°C por 1 min, a curva de reaquecimento segue modelo exponencial. O delta entre baseline e pós-cold é de 5-15°C — sinal gigantesco para câmeras portáteis. Merla (2002) introduziu o conceito de tau imaging: mapas pixel-a-pixel de tau (tempo para 63% de recuperação).
Parâmetros extraíveis
- Tau (τ): tempo para 63% de recuperação (fit exponencial)
- T½: tempo para 50% de recuperação
- AUC da curva de reaquecimento
- Taxa de reaquecimento inicial (°C/min)
- Classificação: slow/intermediate/rapid rewarmer
- DDD (Diferença Distal-Dorsal): >1°C diferencia Raynaud primário de secundário
Dados quantitativos
- n=255 (Selvaag 2018): 90% recuperam em 4 min, 10% são slow rewarmers
- Protocolo padronizado: mãos em 20°C por 1 min, DIRT 4 min pós
- Reprodutibilidade multicêntrica (UK, n=159, rho=0.98)
- Lado lesado reaquece mais lentamente em neuropatia periférica (Niehof 2008)
- CPT induz termogênese em região torácica superior — possível ativação BAT (Maley 2022)
Relevância clínica
Slow rewarmers = simpático dominante ou disfunção endotelial. Diagnóstico diferencial de Raynaud (primário vs secundário). Triagem de HAVS (síndrome vibracional mão-braço). Monitoramento pré/pós intervenção vascular.
Translação
Nenhum item de translação identificado.
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