Mecanismo
O DPG (Distal-Proximal Gradient) = T_distal - T_proximal, onde T_distal = média mãos/pés e T_proximal = média infraclavicular/coxa/estômago/frontal. A vasodilatação distal dissipa calor central, facilitando a queda de temperatura core que desencadeia o sono. Quando DPG ≥ 0°C antes de apagar luzes, a latência de sono é significativamente menor.
O paper seminal (Kräuchi 2000)
Análise de regressão stepwise demonstrou que DPG é o melhor preditor de latência de sono — superior a temperatura central, frequência cardíaca, onset de melatonina e sonolência subjetiva.
Dados quantitativos
- DPG varia de -4°C (acordado, simpático) a +2°C (pré-sono, parassimpático)
- Aumento de apenas 0.4°C na temperatura distal encurta latência mesmo em idosos com insônia
- Replicado em múltiplas populações incluindo neonatos (Abe 2015)
- Validado com n=2187 adultos com 7 dias de monitoramento
Relevância clínica
Avaliação objetiva de “prontidão para sono” — enorme valor clínico. DPG persistentemente negativo à noite = disfunção termorreguladora e possível insônia. Monitoramento de intervenções: melatonina, magnésio, banho quente pré-sono (todos aumentam DPG). Correlação com HRV noturna.
Protocolo prático
Captura termográfica de mãos + pés + tronco antes de dormir. Cálculo offline do DPG. Snapshot, não medição contínua — wearables são superiores para tracking noturno, mas uma medição pré-consulta é viável com instrução ao paciente.
Translação
Nenhum item de translação identificado.
Notas Relacionadas
- Termografia infravermelha como biomarcador de funcao autonomica e campos interferentes
- Sauna como mimético de exercício cardiovascular
- Vasodilatação distal é o gatilho termorregulador do início do sono