Resumo

A meta-análise de Wittbrodt & Millard-Stafford (2018, 33 estudos, 413 sujeitos) demonstrou que desidratação prejudica cognição com ES global -0,21 (p<0,0001), mas atenção é o domínio mais afetado (ES -0,52). Apenas 1,36% de desidratação já causa degradação significativa de humor, fadiga e cefaleia. A maioria das pessoas acorda com 0,5-1% de perda hídrica pela respiração noturna.

Evidência

  • Meta-análise 2018 (Med Sci Sports Exerc, 33 estudos): ES global -0,21, atenção ES -0,52
  • Armstrong et al. (2012, J Nutr, n=25 mulheres): 1,36% de desidratação degradou humor e concentração
  • Zhang et al. (2019, n=12): após 12h de jejum noturno, comprometimento em span de dígitos; reidratação restaurou parcialmente
  • Kempton et al. (2011, fMRI): cérebro desidratado aumenta atividade neural para manter performance (gasta mais energia mental)

Translação

Nenhum item de translação identificado.

Insight

A “névoa cerebral” matinal pode ser parcialmente atribuível a desidratação, não apenas inércia do sono. O cérebro compensa a desidratação gastando mais energia (Kempton 2011), por isso o humor degrada antes dos escores de teste: a pessoa se sente pior antes de performar pior.

Questões abertas

  • Qual o volume ideal de reidratação matinal (250ml vs 500ml)?
  • A temperatura da água importa para o efeito cognitivo ou qualquer temperatura funciona?

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