Resumo
A classificação calórica (“menos de 50 kcal não quebra o jejum”) é um proxy molecular impreciso. Café (~2 kcal) ativa autofagia. Colágeno (~35 kcal) inibe autofagia via mTORC1. A proposta: substituir classificação calórica por classificação funcional baseada na interação com AMPK/mTOR/sirtuínas.
Framework
| Categoria | Suplementos | Mecanismo |
|---|---|---|
| Potencializadores | Espermidina, berberina, curcumina, café, urolitina A | Ativam AMPK, inibem mTOR, ou promovem mitofagia |
| Inibidores | BCAAs, whey, colágeno | Ativam mTORC1 via aminoácidos (leucina) |
| Neutros | Eletrólitos, creatina, magnésio puro | Sem interação significativa com AMPK/mTOR |
| Dependentes de timing | Ômega-3, vitamina D, NMN/NR, probióticos | Biodisponibilidade depende do estado alimentar |
Translação
Nenhum item de translação identificado.
Insight
Ômega-3 na forma etil-éster tem absorção 33x menor em jejum vs. alimentado (Schuchardt et al., 2021). Forma fosfolipídio é menos afetada. Vitamina D3 tem absorção 32% maior com refeição gordurosa (Mulligan & Licata, 2010). Estes devem ser tomados na janela alimentar, não em jejum.
Notas Relacionadas
- Espermidina é efetor obrigatório da autofagia induzida por jejum
- Leucina como gatilho molecular de quebra de autofagia via mTORC1
- Café ativa autofagia via polifenóis (não cafeína), mimetizando sinais de jejum
- Berberina ativa AMPK via inibição do complexo I mitocondrial, rivalizando com metformina