Resumo
Três meta-análises publicadas entre 2024-2025 convergem: ashwagandha reduz cortisol sérico de forma significativa, mas o efeito sobre estresse percebido (PSS) é inconsistente. Isso sugere uma dissociação entre o marcador bioquímico e a experiência subjetiva.
Evidência
| Estudo | n | Efeito no cortisol | Efeito no PSS |
|---|---|---|---|
| Arumugam 2024, Explore | 558 (9 RCTs) | MD -2,58 [-4,99 a -0,16] | Não avaliado |
| BJPsych Open 2024 | Múltiplos | μ -2,36 [-3,26 a -1,46], p<0,0001 | Significativo em 8 semanas |
| Albalawi 2025, SAGE | 488 (7 RCTs) | -1,16 µg/dL [-1,64 a -0,69], p<0,001 | Sem impacto significativo |
Doses: 125-600 mg/dia por 30-90 dias.
Translação
Nenhum item de translação identificado.
Insight
A dissociação cortisol vs. estresse percebido é informativa. Sugere que a experiência subjetiva de estresse é mediada por mais do que apenas cortisol. Catecolaminas, inflamação central, e processamento cognitivo do estresse podem ser mais determinantes da experiência subjetiva.
Implicação clínica: ashwagandha pode ser útil para os efeitos metabólicos e imunológicos do cortisol elevado, mesmo que o paciente não “sinta” menos estressado.
Questões abertas
- A redução de cortisol por ashwagandha persiste após descontinuação?
- Existe efeito sinérgico ashwagandha + fosfatidilserina?
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