Resumo
O PlanckR2 extraído do EXIF do FLIR C5 (0.018292595) resulta em temperaturas ~18°C acima do real quando aplicado na equação Planck. Calibração multi-ponto com referências conhecidas (rosto 30.8°C, quadro branco 27.4°C) derivou R2 corrigido = 0.0138036294, com ratio de correção 1.325 e erro médio residual ~0.5°C.
Mecanismo
A equação Planck para conversão raw → temperatura usa constantes R1, R2, B, F, O gravadas no EXIF pelo fabricante. O C5 usa internamente um módulo Lepton 3.5 (160x120, NETD <50mK no módulo vs <70mK spec do sistema). As constantes Planck do EXIF representam calibração de fábrica que pode divergir do comportamento real do sistema integrado.
A calibração empírica multi-ponto resolve: comparar temperatura extraída computacionalmente com referência conhecida (termômetro calibrado, corpo humano em faixa estreita). O ratio R2_real/R2_exif = 1.325 é consistente em múltiplas medições.
Evidência
Dados de calibração próprios: 5 JPEGs radiométricos de teste em fixtures, erro médio pós-calibração ~0.5°C — suficiente para uso clínico onde diferenças relevantes são >0.5°C (assimetria bilateral) ou >1°C (articular).
Translação
Nenhum item de translação identificado.
Questões Abertas
- O ratio 1.325 é estável ao longo do tempo ou requer recalibração periódica?
- Outros modelos FLIR apresentam mesma divergência de R2?
Notas Relacionadas
- IRT como proxy de BAT: viável vs PET/CT mas limitado por sinal fraco em câmeras portáteis
- Assimetria térmica bilateral >0.5°C indica patologia — princípio fundamental da termografia