Bostrom (2003) formalizou: ou civilizações se extinguem antes de criar simulações, ou não querem criá-las, ou quase certamente já vivemos em uma.
Estrutura lógica
O argumento é válido: se as premissas forem verdadeiras, pelo menos uma das três proposições é verdadeira. Bostrom pessoalmente atribui ~20% de probabilidade à hipótese de vivermos em simulação — distribuição aproximadamente igual entre as três opções.
Tensão interna: Paradoxo de Kaku
Kaku rejeita a simulação (computadores digitais não simulam átomos quânticos). Mas a mesma física quântica sustenta o princípio holográfico — toda informação de um volume 3D é codificável em sua fronteira 2D. Se a informação é finita e redutível, simulação é questão de recursos, não de impossibilidade fundamental.
Teste empírico
Beane-Davoudi-Savage (2014): buscar anisotropia em raios cósmicos de altíssima energia que revelaria a “grade” de uma simulação. Resultado: inconclusivo. Greene argumenta que provar simulação poderia fazer os simuladores encerrá-la.
Limitações
- Argumento depende da premissa de independência de substrato — se consciência requer biologia, trilema não se aplica
- Teste empírico (Beane-Davoudi-Savage 2014) foi inconclusivo
- Paradoxo de Greene: provar simulação poderia fazer simuladores encerrá-la — teste é self-defeating
Translação
Nenhum item de translação identificado.
Questões Abertas
- A independência de substrato é verdadeira? Se consciência requer biologia, o trilema não se aplica
- O princípio holográfico (‘t Hooft, Susskind) apoia ou enfraquece o argumento?
Notas Relacionadas
- Lloyd: universo é computador quântico imanente, sem simulador externo
- Independência de substrato: se consciência é informacional, simulados são conscientes